Brasil leva prata e bronze com Marivana e Mateus Evangelista na Paralimpíada
- Marivana Oliveira conquistou a medalha de prata no arremesso de peso classe F35 nos Jogos Paralímpicos de Tóquio ao atingir a marca de 9,15 metros, consolidando sua trajetória de sucesso iniciada em 2008.
- O atleta Mateus Evangelista garantiu a medalha de bronze no salto em distância classe T37, somando sua segunda conquista paralímpica após ter obtido a prata nos Jogos do Rio em 2016, reafirmando seu alto desempenho.
- Ambos os medalhistas brasileiros possuem paralisia cerebral decorrente de falta de oxigenação no cérebro, superando desafios físicos significativos através do esporte paralímpico para alcançar resultados expressivos em competições de nível mundial e continental.
O Brasil começou o dia no atletismo com duas medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Marivana Oliveira conquistou a prata no arremesso de peso classe F35 (paralisia cerebral) e Mateus Evangelista ficou com o bronze no salto em distância T37 (paralisia cerebral) .
Ela alcançou a marca de 9,15m e ficou atrás apenas da ucraniana Mariia Pomazan (12,24m), que ficou com o ouro. O bronze foi para a checa Anna Luxova (8,60m). Marivana garantiu sua melhor marca logo no primeiro dos seis arremessos e em nenhum momento teve o resultado ameaçado pelas outras adversárias. A brasileira teve paralisia cerebral por falta de oxigenação no cérebro, que afetou seus membros inferiores.

Ela descobriu o esporte paralímpico em 2008, quando fazia fisioterapia em uma associação para pessoas com deficiência. Uma funcionária que trabalhava com um atleta a viu e disse que ela tinha “perfil de atleta”. Em um primeiro momento, ela não levou a sério e só decidiu começar os treinos depois de seis meses e por muita insistência dessa funcionária.
De lá para cá, ela coleciona medalhas. Até então, seus melhores resultados tinham sido o bronze, conquistados nos Jogos do Rio-2016, no Mundial de Dubai-2019 e nos Jogos Parapan-Americanos de Lima-2019 e no Mundial de Doha-2015.
Mateus teve falta de oxigenação no cérebro no nascimento. Como sequela, o lado direito de seu corpo ficou comprometido. Aos 12 anos, assistiu a uma palestra sobre esporte paralímpico em sua escola. Decidiu falar com os responsáveis para conhecer as modalidades e começou no atletismo. Em Tóquio, conquistou sua segunda medalha paralímpica. No Rio, ficou com a prata. Também foi prata no Mundial de Dubai. No Parapan de Lima conquistou ouro nos 100m, prata nos 200m e no salto em distância.
Fonte: Estadão Conteúdo
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