Casos de dengue seguem abaixo do esperado em Picos
- O município de Picos registrou apenas quatro casos confirmados de dengue até maio de 2012, um índice expressivamente baixo para uma população superior a 70 mil habitantes, conforme dados oficiais da vigilância epidemiológica local.
- A escassez de chuvas durante o último inverno foi o fator determinante para a redução drástica na reprodução do Aedes aegypti, impedindo a formação de criadouros em água limpa e limitando a propagação da doença.
- O Centro de Controle de Zoonoses intensificou ações de combate com visitas domiciliares e uso de fumacê, embora o diretor Agenor Martins alerte sobre os riscos de reações alérgicas e desequilíbrios ambientais causados pelos agentes químicos.

Por Maria Moura
Da Redação
Diferente de metrópoles como o Rio de Janeiro, onde 22 pessoas são infectadas pelo mosquito da dengue a cada hora, Picos vem se destacando pelo baixo número de casos da doença registrados em 2012.
De acordo com informações da vigilância epidemiológica, até o início de maio apenas quatro casos de dengue foram confirmados no município. O número é considerado baixo se levado em conta o total de habitantes locais – pouco mais de 70 mil, segundo o IBGE.
O diretor do Centro de Controle de Zoonoses, médico veterinário Agenor Martins, explica que as poucas chuvas ocorridas no último inverno facilitaram o controle da doença. Sem água limpa parada em locais propícios, o mosquito Aedes aegypti não conseguiu se reproduzir em larga escala. A fêmea da espécie é a responsável pela transmissão da doença.
Vigilância constante

O combate à dengue é uma tarefa executada diariamente pelos agentes do Centro de Zoonoses. Através de visitas domiciliares, eles entram nas residências e realizam buscas a possíveis focos de reprodução do mosquito. Em 2012, paralelamente ao controle das larvas, o controle químico da forma adulta do mosquito também foi realizado através do uso do carro fumacê e de nebulizadores costais motorizados em locais de difícil acesso, o que também contribui para o controle da doença.
O fumacê, apelidado pela população de “carro do veneno”, é uma preocupação constante para as famílias. “Apesar de o fabricante informar e o Ministério da Saúde reafirmar que o produto é inócuo para a população, ele é um produto químico e poderá causar qualquer processo alérgico”, diz Agenor. O diretor do Zoonoses lembra ainda que o produto pode gerar desequilíbrio na cadeia alimentar, uma vez que insetos variados são atingidos e exterminados sem distinção.
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