Em Picos, pacientes cobram retomada do serviço de fisioterapia no SUS
- Pacientes do Sistema Único de Saúde realizaram um protesto na sede da Secretaria de Saúde de Picos nesta terça-feira, dia 14, exigindo a manutenção do fisioterapeuta Denílson Leal no quadro de profissionais do programa.
- Usuários do serviço público relataram dificuldades financeiras e falta de acolhimento em outros locais, destacando a importância do atendimento humanizado prestado pelo profissional para pacientes com doenças raras e problemas pulmonares graves.
- O secretário Aldo Gil justificou que a suspensão do contrato decorre da transição de governo e assegurou que um novo chamamento será realizado em março para regularizar os atendimentos e ajustar o teto orçamentário municipal.
Pacientes que são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), realizaram na manhã de hoje, 14, uma manifestação na sede da Secretaria de Saúde de Picos. Os manifestantes reclamam do corte do profissional de Fisioterapia, Denílson Leal nas fileiras do programa.
Em posse de cartazes, os manifestantes ocuparam o pavilhão da Secretaria por cerca de meia hora, até a chegada do gestor da pasta.

Maria de Lourdes, dona de casa, que tem uma filho com problemas de saúde, relata a boa conduta do profissional para com seu filho.
“Meu filho tem problema pulmonar e é usuário de uma sonda traqueostomia e o Denílson não mede esforços para nos atender. Eu não tenho condições financeiras de pagar um tratamento particular pra meu filho e a gente necessita que ele continue atendendo pelo SUS” enfatiza.
Já para Mauricio Araújo, portador de uma doença rara, nos informa que não tem vontade de fazer o tratamento em outros lugares por motivos de não ser bem recebido. Mauricio também critica a falta de respeito para com os deficientes físicos, que para ele essa prática é rotineira.

“Infelizmente temos que nos humilhar para passarmos por um tratamento. As pessoas acham que o deficiente precisa apenas de uma vaga no estacionamento ou rampas. Nosso tratamento é diário” afirma.
Outro lado
Nossa equipe procurou o secretário de Saúde do município, Aldo Gil, onde ele nos informou que houve uma suspensão no contrato dos prestadores de serviço devido a transição de governo e que até o mês de março tudo voltará ao normal.
“Não tínhamos intenção de descredenciar ninguém, mas como estamos em um período emergencial de transição nós fizemos um corte temporário até um novo chamamento agora em março pra incluir o pessoal e tentar agilizar o processo e ajustar o teto para a realidade de Picos. E também vamos incluir a clínica mesmo agora no período emergencial para atender a demanda dos pacientes” finaliza.

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