Falta de milho na Conab em Picos prejudica cerca de oito mil agricultores
- A unidade da Conab em Picos enfrenta desabastecimento total de milho desde o início de setembro, impactando diretamente oito mil criadores locais que dependem do programa Venda Balcão para alimentar seus rebanhos com preços subsidiados.
- O corte orçamentário imposto pelo governo federal inviabilizou o pagamento de fretes e logística operacional, impedindo a distribuição do estoque já adquirido, enquanto o presidente da companhia negocia junto aos ministérios a liberação de recursos.
- Sem o subsídio governamental de dezoito reais, produtores são forçados a adquirir o milho no mercado comum por quarenta e cinco reais, aguardando a normalização do fornecimento prevista apenas para o início do mês de outubro.
[ad#336×280]A agência da Companhia Nacional de Abastecimento- Conab de Picos está com seu estoque de milho zerado desde o começo do mês de setembro o que vem prejudicando cerca de oito mil criadores da região que para alimentar seus rebanhos tem que pagar preços exorbitantes na saca da ração.
Segundo o gerente da agência de Picos, Francisco Gomes Sobrinho, existem informações que o produto já foi adquirido, porém, devido corte no orçamento da união, feito pelo governo federal, a companhia está sem recursos para o pagamento da transportadora, locação de veículos, funcionários para realizar o embarque entre outras despesas necessárias.
“Tivemos informações que o presidente da CONAB, Rubens Rodrigues, esteve nos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e Agricultura tentando amenizar a situação e para que o governo reveja o corte e que entenda que há programas essenciais que não podem parar por falta de recursos.” Afirma Sobrinho.

Através do programa vende balcão a CONAB atende mais de 12 mil cadastrados na região, após a inauguração de um polo de atendimento no município de Paulistana, quatro mil clientes passaram a ser atendidos na unidade com isso a agência de Picos possui cerca de oito mil clientes que estão sendo prejudicados com a falta do produto.
Há mais de 30 dias sem oferecer os produtos a companhia vem sendo visitada constantemente pelos criadores que se deslocam em busca de alimento para o seu rebanho que já está passando fome.
A única alternativa é comprar o milho no comércio comum que custa aproximadamente R$ 45,00 (saco de 60 kg) enquanto através do programa vende balcão em que o preço, que é subsidiado pelo governo federal, o saco com a mesma quantidade custa R$ 18,12.
Ainda segundo o gerente Sobrinho, existe a previsão de chegada do produto no inicio do mês de outubro e que os atendimentos serão retomados. “Com a chegada dos produtos convocaremos os municípios na ordem do nosso cronograma, mas o que mais pedimos a Deus é que se tenha inverno.”
Jornal Meio Norte
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