Homem é preso em Picos após arrancar dentes de cadela que comeu galinha; veja vídeo
- A Associação Protetora dos Animais de Picos resgatou uma cadela na última sexta-feira após denúncia anônima revelar que o animal sofria agressões graves, incluindo a extração forçada de dentes, cometidas pelo próprio tutor.
- O agressor, identificado como F.C.B., de 50 anos, confessou o crime alegando revolta após o animal matar uma galinha, sendo preso em flagrante com base na Lei Sansão, que prevê penas de reclusão severas.
- Após receber cuidados veterinários especializados, a cadela foi batizada como Esperança e encaminhada para um lar temporário, enquanto o suspeito, que possui antecedentes criminais por homicídio, permanece à disposição da justiça para responder pelo ato.
A Associação Protetora dos Animais de Picos – APAPI – resgatou, na última sexta-feira (09), por volta das 23h00, uma cadela que fora agredida por seu dono após matar uma galinha, na localidade Morro da Areia, bairro Ipueiras. O homem arrancou vários dentes do animal, além de amarrá-lo após o crime.
Segundo membros da Apapi, a Organização Não-Governamental recebeu uma denúncia anônima, por volta das 17h00 da sexta, de que uma cachorra estaria sendo agredida por seu dono, pois a mesma chorava muito. Um vídeo com os gritos do animal foi enviado aos conselheiros fiscais da Ong.

A Apapi pediu então apoio de guarnições policiais e deslocou-se para a casa onde o animal estaria sofrendo os maus-tratos e lá conseguiram confirmar a veracidade dos fatos.

Um dos membros da Apapi informou que o tutor da cadela, o senhor F.C.B., 50 anos, afirmou que praticou o crime após ela ter matado e comido uma de suas galinhas. Isso lhe causou revolta e estresse, levando-o a cometer a atrocidade contra o animal.
Preso em flagrante delito, ele foi enquadrado na Lei Federal 14.064/2020, mais conhecida por “Lei Sansão”, onde a pessoa autuada nela pode ser penalizada de dois a cinco anos de prisão.
A cadela foi resgatada, alimentada e levada a um veterinário para cuidados especializados. Em seguida, encaminharam-na para sua nova família, um lar temporário. Lá, ela recebeu o nome de “Esperança”.

F.C.B. é suspeito de possuir um homicídio em sua ficha criminal.
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