Médicos suspendem greve e voltam ao trabalho em Picos
- O Sindicato dos Médicos do Piauí retomou as atividades nesta quarta-feira, 28, após o Tribunal de Justiça estadual decretar a ilegalidade da greve, embora a entidade sindical já tenha confirmado que recorrerá da decisão judicial.
- O diretor José Almeida reforçou que a paralisação em Picos transcende questões salariais e denuncia a precariedade estrutural do Hospital Regional, exigindo que autoridades verifiquem pessoalmente as condições desfavoráveis enfrentadas pelos profissionais de saúde locais.
- A categoria contesta as declarações do desembargador e do procurador do estado sobre o suposto risco à população, argumentando que a gestão deficiente da unidade hospitalar é o verdadeiro fator que compromete a qualidade do atendimento médico.

Em entrevista exclusiva ao Riachaonet, o diretor do Sindicato dos Médicos de Picos (SIMEPI), José Almeida, comentou a reportagem veiculada no inicio desta semana onde o Tribunal de Justiça do Estado decretou ilegalidade e suspensão da greve dos médicos no Piauí.
José Almeida explicou que o sindicato foi notificado ontem e os profissionais voltaram ao trabalho já nesta quarta-feira (28). De acordo com ele, o SIMEPI vai recorrer da decisão.
Almeida afirma que em Picos não está havendo nenhuma ilegalidade e a insatisfação dos médicos é relacionada não apenas aos salários, mas também às condições de trabalho. “As reivindicações da greve aqui em Picos não são somente o salário, e sim as condições de trabalho. Estamos trabalhando em um hospital em que a situação está precária”, relata.
O líder da categoria rebate ainda as acusações do Desembargador do TJ do Piauí e do procurador do estado, que afirmaram nos meios de comunicação que a greve representava risco e feria os direitos da população. “Seria interessante que o promotor e o procurador viessem aqui conhecer a realidade do Hospital Regional de Picos para depois tomar essas medidas e fazer o médico trabalhar em situações desfavoráveis”, frisou.
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