Negociações entre patronato e trabalhadores passam por impasse em Picos
- As negociações salariais entre o Sintracs e o Sindicato dos Lojistas do Piauí enfrentam um impasse crítico, com o patronato oferecendo reajustes entre 2% e 3%, valores considerados insuficientes pela categoria diante da inflação atual.
- Marcos Holanda, presidente do Sintracs, critica a proposta patronal por ignorar o reajuste governamental de 5,26%, argumentando que os índices oferecidos não garantem ganho real aos trabalhadores e prejudicam o poder de compra da classe.
- Ossean Santos, representante dos lojistas, justifica o impasse pela divergência entre o pedido de 6% feito pelos trabalhadores e a oferta de 3% do setor, mantendo a mesa aberta para possíveis negociações individuais futuras.
As tratativas negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Picos (Sintracs) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí ainda estão à passos lentos. As duas partes não chegaram ao denominador comum sobre o reajuste salarial dos trabalhadores do comércio.
Marcos Holanda, presidente do órgão classista, relata que as propostas feitas pelo patronato são insuficientes e não ouve um ganho real aos trabalhadores. “Já tivemos muitas dificuldades na negociação devida à proposta feita na primeira reunião que foi de 3% e posteriormente baixaram para 2%”, afirma.

O líder sindical lembra ainda que o reajuste apresentado pelo sindicato patronal não beneficia os trabalhadores e que o ganho real não existe. “Nesses termos de reajuste o trabalhador sai perdendo, e lembrando que o governo já reajustou o salário em 5.26$ e não faz sentido a classe fazer um acordo para receber aumento de 2%”, enfatiza.
Holanda diz que a única forma de legalizar um salário menor é com uma convenção coletiva ou acordo entre as partes de acordo com a lei.
O Outro lado
Já para Ossean Santos, representante do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí, as negociações estão sem acordo devido ao impasse gerado por causa do valor do reajuste. “Nos reunirmos com sindicato dos comerciários juntamente com o patronal e não chegamos ao acordo, porque eles pediram um reajuste de 6% e oferecemos a proposta de 3% e por isso o impasse”, lembra.

Santos relata que a mesa de negociações estar a aberta com os trabalhadores e diz ainda que existe a possiblidade de negociação individual.
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