Policiais marcam protesto e se negam a deixar quartéis e batalhões
- Policiais militares do Piauí iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado na sede da RONE, exigindo equipamentos de segurança adequados, como coletes e armamentos, após a morte do policial Paulo Barbosa de Mesquita em Teresina.
- A categoria reivindica reajustes no auxílio-alimentação e nas diárias, argumentando que as condições atuais de trabalho são precárias e insuficientes para enfrentar a criminalidade, mantendo os agentes aquartelados até uma negociação com o governo estadual.
- O movimento de greve deve ganhar força nesta quarta-feira com a adesão dos bombeiros, que também suspenderão suas atividades em solidariedade, pressionando o governo do Piauí a estabelecer um diálogo imediato para solucionar as demandas salariais.

Da Redação
Os Policiais Militares do Piauí decidiram parar as atividades por tempo indeterminado. A categoria alega falta dos quesitos básicos de segurança, como coletes à prova de balas, armamentos e viaturas compatíveis com suas carteiras de habilitações, exigências legais que estão sendo descumpridas. Os policiais estão reunidos na sede das Rondas Ostensivas de Operações Especiais (RONE) em manifestação.
Segundo o advogado da Associação dos Policiais Militares, Leôncio Coelho, a falta de condições de trabalho é suficiente para que nenhum policial saia dos quartéis. “Não vão sair enquanto não tiverem condições, quantos policias vão ter que morrer por falta de quesito de segurança e por baixo armamento em relação aos bandidos?”, interroga o advogado, que foi contratado pela família do policial Paulo Barbosa de Mesquita, morto durante uma troca de tiros após assalto a uma agência dos correios do bairro Renascença, na zona Sudeste de Teresina.
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Outro motivo da insatisfação dos policiais é em relação ao baixo salário. PMs e Bombeiros reivindicam aumento do auxílio alimentação e a reajuste no valor das diárias. O movimento procura um entendimento com governo estadual para que sejam atendidas as reivindicações.
“Os policiais vão ficar parados até o governador receber os representantes da categoria para as negociações. Ninguém vai sair do quartel”, ressalta o advogado Leôncio. Amanhã, os bombeiros também paralisam as atividades.
Por Nayene Monteles
PortalAz
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