Prédio da Uespi em Picos apresenta problemas na estrutura física
- O campus da UESPI em Picos enfrenta graves falhas estruturais precoces, incluindo infiltrações e fiação exposta, enquanto estudantes denunciam a ausência de laboratórios, restaurante universitário e um acervo bibliográfico adequado para a formação acadêmica.
- A greve docente, que se aproxima de um mês, conta com a adesão de 56 professores e 23 técnicos administrativos, exigindo do Governo do Piauí autonomia financeira, promoções de carreira e investimentos diretos na instituição.
- O diretor Evandro Alberto de Sousa reconhece a legitimidade das reivindicações e apela por articulação política urgente junto aos deputados estaduais e federais para garantir a viabilidade operacional e o fortalecimento acadêmico da universidade.
O prédio da Universidade Estadual do Piauí, em Picos, tem menos de dois anos. Por outro lado, os problemas na estrutura física do campus já aparecem. No local é possível perceber infiltrações no auditório, tomadas estão sem fiação e cabeamento elétrico sem proteção. Paralelo a isso, os estudantes reivindicam ainda laboratórios para todos os cursos, um restaurante universitário e reforço no acervo bibliográfico.
“Faltam pesquisa, extensão e até professores. A gente tem um prédio novo, consegue sentir o cheiro da tinta, mas não consegue sentir o cheiro dos livros. Acredito que a base de uma universidade são os professores e uma biblioteca”, disse o estudante Fábio Rufino.

Professores do campus de Picos também aderiram a greve que está prestes a completar um mês. Ao todo, 23 técnicos administrativos e 56 professores efetivos, entre mestres e doutores aderiram à paralisação. Os docentes querem que o Governo agilize questões relacionadas à promoções e progressões da categoria, autonomia financeira entre outros.
“Se a Uespi tem a oportunidade de gerir os recursos, todos os campus seriam beneficiados, na medida em que os investimentos seriam diretos. A administração superior da Uespi teria condições de repassar, de fazer concurso, de pagar bolsas em dia”, disse a professora Thaizi Helena Barbosa.
O diretor do campus, Evandro Alberto de Sousa, entende que o movimento dos professores é justo e que cabe ao Governo negociar os pleitos reivindicados pelo corpo docente e demais servidores da instituição.
“A gente faz um apelo para nossos representantes políticos, nossos deputados estaduais e federais, para que empenhem seus esforços de articulações financeiro e política em nome da nossa Uespi, que forma tantos cidadãos e transforma a vida de pessoas, muda a realidade da região. É preciso que haja uma unidade e bom senso”, disse Sousa.
Cidade Verde
O RiachãoNet está no WhatsApp!
Entre no grupo e acompanhe as notícias em tempo real.
