Prefeitos do Piauí desabafam e dizem que 100% atrasam folha
- Cerca de cinquenta prefeitos piauienses reuniram-se nesta terça-feira, quinze de agosto, na sede da Associação Piauiense de Municípios para relatar que praticamente a totalidade das cidades enfrenta atrasos salariais devido à severa queda nos repasses federais
- Gestores municipais apontam que a insuficiência de recursos do Fundo de Participação e do Fundeb obriga administrações a complementarem folhas de pagamento, gerando desequilíbrio fiscal agravado por três anos consecutivos de seca e falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica
- Diante do cenário caótico descrito por lideranças políticas que cobram ações urgentes do Governo Federal, as prefeituras adotam medidas drásticas de contenção de despesas enquanto planejam manifestações públicas para protestar contra a asfixia financeira que compromete serviços essenciais
Prefeitos de todo o Piauí estão reunidos nesta terça-feira (15), na sede da Associação Piauiense de Municípios (APPM). Eles confirmam que praticamente 100% das cidades piauienses estão atrasando a folha devido à falta de recursos, encargos e queda do Fundo de Participação dos Municípios. Cerca de 50 gestores participam de uma reunião pedindo socorro e pretendem realizar um protesto contra a queda do repasse.
O presidente da APPM, Arinaldo Leal, convocou a reunião para que os prefeitos debatam sobre as dificuldades enfrentadas em suas gestões. “Hoje, o prefeito tem que optar entre pagar o servidor ou pagar conta da Eletrobras ou INSS. Isso não é calote”, desabafou. Ele acrescenta que a situação dos municípios atualmente é caótica e preocupante.

Os gestores disseram que estão tendo que complementar o Fundo de Participação e isso está desequilibrando as finanças.
Uma das falas mais duras é a de Luiz Neto, prefeito de Amarante, que reclama da falta de recurso e da falta de atuação do Governo Federal. “Cem por cento dos municípios estão em dificuldades e alguns estão quebrados. Em Amarante, tivemos que baixar o salário do prefeito, do vice e dos secretários, mas ainda não resolvemos o problema. O Estado não larga o osso. A arrecadação vem caindo e a situação é delicada”, descreve.
Entre os parlamentares convidados, fez-se presente o deputado Julio César. Ele está sendo bastante elogiado pelos gestores por sua atuação em defesa dos municípios e recebeu até o apelido de “Oswald de Sousa dos Prefeitos”, em alusão ao famoso matemático brasileiro.
Redação Carlos Lustosa Filho – Fonte: Cidade Verde
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