Redução do êxodo rural de jovens vira Projeto de Lei no Piauí
- A Assembleia Legislativa do Piauí aprovou nesta terça-feira o Plano Piauiense de Juventude e Sucessão Rural, projeto do deputado Franzé Silva que visa integrar políticas públicas para garantir direitos e permanência dos jovens no campo.
- A iniciativa define juventude rural como o segmento de 15 a 29 anos na agricultura familiar, buscando combater o êxodo rural causado pela falta de oportunidades, baixa escolaridade e ausência de investimentos tecnológicos no setor.
- O plano propõe fomentar o ensino, a pesquisa e a inclusão tecnológica para modernizar a agricultura familiar, visando valorizar a produção local e organizar cadeias produtivas para assegurar a sucessão geracional nas propriedades rurais.
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) aprovou, em sessão plenária nesta terça-feira (6), Projeto de Lei (PL) de autoria do deputado estadual Franzé Silva (PT) que institui o Plano Piauiense de Juventude e Sucessão Rural. O Plano de Juventude e Sucessão Rural visa, principalmente, orientar, integrar e articular políticas, ações e programas voltados para a garantia de direitos da juventude do campo piauiense e a promoção da sucessão rural.
Juventude rural, de acordo com a proposta, é o segmento composto por jovens rurais da agricultura familiar com idade entre 15 e 29 anos. Sucessão rural é a dinâmica social de sucessão intergeracional entre componentes do estabelecimento rural da agricultura rural. O autor do PL explica que o Brasil e o Piauí têm, por décadas, sofrido o êxodo rural, sendo que a maioria das pessoas que migram está na faixa etária da juventude, que abandona a vida rural por falta de oportunidades.

O parlamentar observa que o contínuo avanço da tecnologia tem exigido para produção rural conhecimento dos produtores para operacionalizar o maquinário agropecuário, manusear os insumos, a terra e as culturas agrícolas e animais. “A falta de oportunidades tem provocado a evasão do ambiente rural. O aumento da produtividade e a incorporação de novas tecnologias enfrentam a barreira da falta de assistência técnica e baixo nível de escolaridade”, ressalta.
Franzé pondera, ainda, que a agricultura familiar, embora responsável por 70% dos produtos que chegam à mesa dos brasileiros, é subvalorizada, afetada pela falta de investimentos, baixíssima escolaridade, falta de conectividade e acesso limitado ao crédito. “Os jovens, de acordo com pesquisas, não querem migrar, mas se veem obrigados a sair do campo, por conta da falta de políticas que atendam às demandas da juventude”, assinala.
“Nossa proposta atende às carências desse setor, promovendo as políticas necessárias à garantia dos direitos da juventude, ajudando a construir sua cidadania. A construção de tais políticas requer conhecimento e valorização das identidades das comunidades rurais, fomento ao ensino, pesquisa e extensão, inclusão tecnológica dos pequenos produtores, organização das cadeias de produção e a comercialização da agricultura familiar”, destaca Franzé.
Com informações Ascom
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