Vacinação contra febre aftosa é prorrogada
- A seca severa no sertão piauiense debilitou o rebanho bovino, levando criadores a evitarem a vacinação contra a febre aftosa por receio de agravar o estado de saúde dos animais já fragilizados pela escassez.
- A Agência de Defesa Agropecuária do Piauí prorrogou a campanha de imunização, visto que apenas 50% do gado foi vacinado até o momento, valor significativamente abaixo da meta estabelecida de 90% de cobertura total.
- A coordenadora Jaciary Leal ressalta que a extensão do prazo visa permitir a recuperação das pastagens, facilitando a vacinação e a posterior certificação obrigatória, que exige apresentação de comprovante de compra e CPF na Adapi.
[ad#336×280]Em virtude da seca que assola o sertão piauiense os criadores de gado ficaram receosos ao vacinar seu rebanho durante a vacinação contra a febre aftosa, uma vez que os mesmos estavam muito debilitados e sem condições de serem vacinados.
A procura dos criadores para fazerem o cadastro foi pouca e apenas 50% do rebanho foram vacinados, sendo que a meta é atingir 90%. Para ajudar o criador e não prejudicar o gado, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) decidiu prorrogar a campanha de vacinação.
Segundo a coordenadora da Adapi em Picos, Jaciary Leal prorrogar a campanha foi a melhor opção. “Prorrogamos a campanha para ajudar o criador para quando ele for dá a vacinação para o rebanho ele já ter uma pastagem que dê para sustentar os animais”, frisou.

Jaciary explica que o processo para vacinar seu gado é o mesmo. “O criador tem que se dirigir a uma casa veterinária, comprar a vacina, vacinar seu rebanho e depois vir até um de nossos escritórios da Adapi para fazer a certificação, trazendo junto o comprovante da compra da vacina e o CPF”, diz.
Embora os criadores ainda estarem reclamando por o animal estar debilitado e se recusando a vacinar o gado, a coordenadora espera atingir a meta com a prorrogação da campanha.
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